Faixas...

Inovações
Pop - 1977
Marcio Poletto e Paulo Masetti
Há muito tempo
Inspirações não passam por aqui
Ídolos antigos tentam
Reaparecer em vão
Inovações
Nas artes Inertes
Imensidões
A serem cultivadas
Há duas décadas
Jovens curtiam Rock and Roll
Velhos roqueiros, lutam
E querem a nova gerção
Renascer
Esperança sofrida
No poder
Amor e vibração

Viajante
Pop Rock - 1978
Marcio Poletto e Paulo Masetti
Ponha uma mochila nas costas e parta
Você tem muito a saber
Deixe as histórias antigas de lado
Ideias vão reaparecer
Não esqueçaa de se cuidar
Que as pessoas podem te enganar
Não se revolte com alguns enganos
Você não pode ceder
Ache seu lugar e não se deixe levar
Você vai se encontrar
Não se esqueça de dar as mãos
Que as pessoas também vão te amar
Produção Musical e Arranjos: Paulo Masetti

O último Passo
Somos livres no compasso da manhã
Somos gente na guerra e na derrota
Somos algo a mais que vozes roucas
Somos passos descalços sobre a areia
Há mais falas a se ouvir
Festas a brincar
Gente a se ver
Há mais música no ar
Só nos resta viver pra sorrir
Só nos resta cantar pra dizer
Só nos resta andar e vencer
Só nos resta voltar e nascer
Há mais falas a se ouvir
Festas a brincar
Gente a se ver
Há mais música no ar

Lila
Pop - 1979
Marcio Poletto
Letra de José Carlos de Santana Neto
Ele grita, Lila
Eu deliro, todo amor
Que um dia foi sonhado
Amordaçado, acorrentado
Há sempre amor
No pensar de poeta, no olhar
Como é forte o seu amor
Maior a dor
Mas com o passar
Ele é espera
De uma estrela com luz
Em outra era
Há sempre amor
Deixando no peito, ébora
A esfera de marcas
De correntes nos pés
Por qualquer fim
Canto assim
Pra mim, pra mim
Canto assim
Lila a lhe colher

14 Anos
Você há tempos me disse
Me contou seus sonhos, seu futuro como gente
Eram coisas tão lindas, tão vivas que me tocava
Eram coisas tão puras como seus 14 anos
Você era tão eletrizante e diferente
Que fizemos juramentos de lutar e ser feliz
Nossos caminhos aos poucos desviaram
E fomos fazer realidade pela vida
Você que pensei que fosse forte
Fez cair o juramento e entregou-se sem protestos
E hoje com em seus 14 anos
Continua com seus sonhos, só que um pouco diferentes

Colorido
O seu colorido verão
Vem a ser invejado por todos os lados
E nesse esconderijo de cor
E nesse esconderijo
Venha sempre como queira
Venha como sempre quiz
Venha como vem os raios de sol
Penetre com seu calor e seu amor
Esse seus raios
Que purificam meu corpo
Ao sentir você
Esse é o nosso amor

Texas Street
Eles eram muitos
E não tinham um rumo a tomar
Eles vinham de longe
pra se encontrar
Ao som de Dylan, Jimmy
Beatles ou Rolling Stones
Não queriam respostas
Nem viver como gente normal
Ninguém tem nada com isso
Nem a verdade do paraíso
Ninguém tem o compromisso
Com a verdade e o juízo
Vivam seus sonhos
A procura de um louco lugar
Lugar que não tinha
Ninguém a se odiar
Venderam seus nomes
E suas almas por não aceitar
Mas aos olhos de Lennon
Só queriam um pouco de paz
Ninguém tem nada com isso
Nem a verdade do paraíso
Ninguém tem o compromisso
Com a verdade e o juízo

Cidade de Pedras e Letras
Essa cidade de pedras e letras
De ruas estreitas e disco voador
Essa cidade de lendas e medos
Segredos, olhares na imensidão
Quando amanhece se veste de gente
Um ar inocente do interior
Quando se cala, na noite exala
Perfumes do campo e sonhos de amor

Gosto de Maçã
Como o sol que queima leve
Como a lua de manhã
Seja simples, seja breve
Como gosto de maçã
Nem que o tempo seja tarde
Nem que o mar se encontre aqui
Nem que seja de verdade
Nada impedirá

Todo Dia
Teu olhar no fundo da sala
Me vigia, me procura e logo desvia
Gata arisca, gata medrosa
Teu mistério, elegância, doce magia
E em nossos desencontros
Eu só sei dizer talvez algum dia
E em nossos sentimentos
Eu quero dizer, todo dia
Quando está do meu lado
Faz o teu jogo e esconde tua poesia
Gata arredia, gata manhosa
Tua procura pode estar onde a minha inicia
E em nossos desencontros
Eu só sei dizer talvez algum dia
E em nossos sentimentos
Eu quero dizer, todo dia
Produção Musical e Bateria: Henrique Baraldi

Sublime Paixão
Instrumental - 1994
Marcio Poletto

Esses Homens da TV
Esses homens querem mais notícias
De tragédias, de rumores, de guerras
Esses homems querem mais prestígio
Querem glória, os seus nomes na história
Eles amam
Eles matam no poder
Eles amam
Eles matam no poder
Se disfarçam como bons soldados
Vendem sonhos de miséria na TV
Se inflamam nos comícios, vícios
Te enganam e profanam verdades
Eles amam
Eles matam no poder
Eles amam
Eles matam no poder

Dublê
Rock - 2000
Ricardo Von e Marcio Poletto
Meu irmão chega em casa
Todo sujo e estourado
Com a roupa rasgada
Com a perna enfaixada
E a mãe desesperada
Fica a lhe perguntar
Pra que eu te criei
Pra que eu me esforcei
Pra que, pra que, pra que
Pra virar dublê
Ele faz transferência
De carro pra carro
De carro pra moto
De moto pra carro
Mas sempre volta muito
Estrupiado, mas feliz

Amor e Amizade
Seus olhos, densas teias
Enlaçam meus caminhos
Seu cheiro, labirintos
Me deixam sem saída
Seu corpo, curvas lindas
E retas infinitas
Abraços, beijos, versos
Desejos incontidos
Paixões imprevisíveis
E sonhos proibidos
Pois você diz que somos
Apenas bons amigos
Seus olhos, certamente
Selaram meu destino
Seu cheiro como o vento
Que sinto todo dia
Seu corpo, seus abraços
Seu colo, seu abrigo
Seus risos incontidos
Desejos infinitos
Paixões exageradas
E sonhos permitidos
Agora diz que somos
Amor pra toda vida

No Silêncio das Ondas
No silêncio das ondas,
O sol me abraça, num calor contido
Passos leves pela areia
Essa paz, essa luz, me ilumina
Não há pressa, só o tempo a fluir
Entre o mar e o céu, eu quero estar aqui
Enquanto o sol ilumina
O vento sussurra, e silencia
Alegria infinita,
Histórias de sons invisíveis.
Não há pressa, só o tempo a fluir
Entre o mar e o céu, eu quero estar aqui